Ilarí Obá

Associated Press y El Nuevo Herald
ANDREA RODRIGUEZ

LA HABANA – Sacerdotes de una de las principales religiones afrocubanas, la santería, hicieron sus predicciones para este año 2006 y llamaron a tener cuidado con las enfermedades, delitos, la corrupción y desastres naturales.

Los dos grupos espirituales de tradición negra más importantes de la isla, la Comisión de la “Letra del Año” –como se denomina a estas profecías– y la Asociación Yoruba, publicaron el lunes sus vaticinios para los siguientes 12 meses, los cuales se obtienen mediante ceremonias especiales los 31 de diciembre.

Según la Comisión de la “Letra”, en el 2006 el signo regente es “Ogunda Irete” y los orishas o dioses que lo encabezan serán “Obatala” (se la venera como la Virgen de las Mercedes del catolicismo), la patrona de las cabezas y de la justicia; y “Oshun” (la Virgen de la Caridad del Cobre), la señora de la maternidad, sensualidad y los recién nacidos.

Guiados por estos santos, los sacerdotes o babalawos anunciaron la presencia de enfermedades desconocidas, ataques neurovasculares, desórdenes estomacales y disfunciones hormonales.

En lo social se espera un aumento de la criminalidad, rupturas de convenios (incluso internacionales) y hasta guerras, peligros de sequía y cataclismos naturales.

“Podemos evitar que estas cosas sucedan”, advirtió el babalawo Lázaro Cuesta, quien presentó las profecías a nombre de la Comisión de la “Letra” formada por 900 sacerdotes de varios de países.

En las creencias de la santería cubana, si se realizan ofrendas y ceremonias adecuadas, y los creyentes cumplen con las normas sugeridas, los dioses pueden impedir las desgracias pronosticadas.

La “Letra del Año”, explicó Cuesta, llama a la reflexión, a prevenir enfermedades, evitar la confianza extrema en otras personas, detener la ingestión de bebidas alcohólicas y promover la unidad familiar y vecinal.

La Comisión anunció que en febrero hará una ceremonia masiva para conjurar los males del año, incluyendo la colocación de cráneos de animales sacrificados, aunque advirtieron su intención de no ubicarlos en lugares donde puedan afectar la sensibilidad de la población.

También la Asociación Yoruba entregó una Letra del Año en la cual el signo regente es “Oyekun Obara”, también relacionado con la salud y los dioses u orishas reinantes serán “Oggún” (San Pedro en la representación católica) y “Oshun” (La Virgen de la Caridad del Cobre).

Esta profecía recomienda usar la inteligencia, la humildad y la astucia y llama a preservar con rigor los secretos.

También exhortó a prestar mucha atención con la salud: los trastornos mentales y cardiovasculares. Igualmente, a evitar el uso de la violencia y cuidar el consumo de alcohol o drogas.

Como el otro grupo, la Letra de la Asociación Yoruba pide no subestimar los fenómenos climatológicos.

Nacida de las tradiciones africanas de los esclavos y mezcladas con las creencias católicas de los colonizadores, la santería es sumamente popular y legal en Cuba, donde cientos de personas incluso militantes comunistas la siguen y esperan cada fin de año las “Letras”.

El sistema adivinatorio propio de esta religión proviene de la Nigeria del siglo XVII y XVIII.

Obá Oriaté Miguel W. Ramos, Ilarí Obá

Traduzido por Ricardo Ferreira do Amaral, advogado, artista plástico e filho de Airá.

Devido aos muitos episódios dolorosos que tivemos de enfrentar em 2005, muitos de nós, provavelmente olhem para trás e vejam este ano como um dos mais difíceis e frustrantes anos deste novo milênio, que iniciou mal há cinco anos. A humanidade tem sido sacudida por numerosos fenômenos naturais e ocasionados pelo homem, que inevitavelmente tiveram repercussões no planeta inteiro, apesar das nossas ideologias sociais, religiosas, ou políticas—ou de nenhuma delas. Ainda que nos Estados Unidos não tenhamos sofrido nem de perto o tanto das pessoas na Indonésia, no Paquistão e no Oriente Médio, também fomos feridos profundamente, física e psicologicamente, pelo número de desastres que abalou nossos próprios alicerces.

O 2005 provavelmente será lembrado como um dos mais perturbadores anos que tenham existido. O tsunami que golpeou a Indonésia em Dezembro de 2004, matando milhares de pessoas, foi provavelmente um aterrador aviso dos perigos que se seguiriam em 2005. Sofremos perdas para os terremotos, furacões, tempestades, inundações, ataques suicidas e guerras. Nosso lado do mundo começou a agonizar quando a temporada dos furacões iniciou em 1º de Junho. Surpreendentemente cedo para a temporada, um número não usual de furacões começou a causar estragos no Caribe, matando gente em Cuba, Haiti, Jamaica, Granada, México, América Central e em outras regiões.

Pelo terceiro mês da temporada, tempestades desastrosas estavam batendo na porta dos Estados Unidos. Katrina, Rita e Wilma causaram milhões de dólares em danos e tomaram inumeráveis vidas—nos Estados Unidos, onde se supõe que essas coisas não aconteçam! Estas tormentas fizeram mais do que causar dano à propriedade e perda de vidas, mas ainda: muitos de nós fomos levados a verificar que o nosso próprio governo—em quem confiamos de forma tão cara—não estava apropriadamente preparado para lidar com tal devastação. Depois dos ataques de 11 de Setembro, das guerras no Afeganistão e no Iraque e das incontáveis vidas que continuam a se perder naquele processo, é simplesmente natural que questionemos a falta de preparo do governo, especialmente face à sua resposta ao Furacão Katrina, que certamente não foi um jogo de golfe! Depois de termos visto as vívidas e cruéis cenas provindas do Centro de Convenções de New Orleans, da visão de angústia e desespero no rosto das pessoas, da total destruição causada pelo furacão e pela ausência de planejamento das autoridades, somos levados a nos perguntar o quê teria acontecido se houvesse sido um ataque terrorista. Desafortunadamente, no meio do jogo censurável, alguns se encolheram de ombros dizendo “é somente a natureza”. Será que foi?

Correndo o risco de soar demasiadamente pessimista, com a chegada do 2006, necessitamos ponderar sobre a direção que estamos tomando como seres humanos. Provavelmente começando ao redor da era da Revolução Industrial, os seres humanos têm ocasionado um considerável desequilíbrio no nosso universo, devido ao avanço tecnológico e ao chamado progresso. Não há dúvida de termos nos tornado os maiores estressadores do planeta. A ameaça de aquecimento global e mudança massiva do clima não parecem mais uma possibilidade remota: podemos começar a observar seus efeitos. Furacões, tornados, tempestades, terremotos, inundações súbitas, tsunamis, epidemias tais como a do HIV e pandemias como as da gripe do frango parecem ser realidades mais ameaçadoras do que os homens-bomba suicidas, os terroristas ou as armas nucleares. Obviamente, não devemos minimizar a ameaça que estes representam para nossa sociedade e modo de vida, mas não podemos nos permitir o luxo de candidamente nos focalizar exclusivamente nestas ameaças humanas e descartar ou ignorar a ira da natureza, na esperança de que a ciência a resolverá.

Baseados no número abrumador de fenômenos naturais que continuamos a ver, conjuntamente à alta incidência de mutações bacteriológicas e virais, muitos não conseguem ajudar, mas sentem que o planeta inteiro está em vias de algum tipo de mudança massiva. O pensamento amedrontador é que nossa posição nessa mudança é muito difícil de se determinar, especialmente devido ao planeta historicamente eliminar seus estressadores. Seremos os próximos dinossauros? Não devemos ser tão arrogantes para pensar que podemos continuar a brincar com a natureza e não sofrer nenhuma repercussão. A natureza tem provado repetidamente que, ainda sendo lenta para agir, sua ira é inevitável. Nunca devemos subestimá-la.

Por um lado mais iluminado, contudo, devemos estar agradecidos pelas muitas coisas que temos realizado em 2005. Indubitavelmente, todos nós temos lembranças deste ano que sempre aninharemos. Tal como em outros anos, em 2005 rimos e choramos. Celebramos a vida, sofremos e suportamos as perdas. De fato, nossa celebração e veneração da vida e toda a sua preciosa importância é, sem dúvida, a força que nos permitiu tolerar o assalto da dor, da perda, da desolação e da morte. Não importa quão escuras foram nuvens, não importa quanto o vento soprou ou girou; a despeito do rugido do mar e do estremecimento da terra, atravessamos o 2005 e continuamos adiante.

Ademais, atuamos juntos como um povo e contribuímos para ajudar àqueles que estiveram numa necessidade desesperadora. As doações das celebridades de Hollywood foram generosas, mas de longe, tanto quanto me consta, os donativos mais apreciados vieram das pessoas comuns de todos os dias, daqueles que têm que suar diariamente para ganhar seus bem merecidos salários. Os campeões mais notáveis do 2005 foram as pessoas normais, a grande e silenciosa maioria que não tem seu nome colocado na grande tela e que nunca receberá um Oscar ou um Prêmio Nobel pela Paz. Os verdadeiros heróis do 2005 são aquelas pessoas que meteram a mão no bolso e deram de bom grau, sem importar a soma; aqueles que brindaram seus esforços e contribuíram com seu tempo—nosso maior e mais escasso recurso—para ajudar àqueles em desespero. Essas pessoas, sem dúvida, superaram a dificuldade e os dias tenebrosos que enfrentamos em 2005, confortando e assistindo àqueles que foram menos afortunados.

Prescindindo da nossa filiação religiosa—ou de qualquer uma—devemos apreciar nosso maior dom: a vida. Muitos não foram afortunados. Por razões óbvias, parece ser que em 2005 houve muitas poucas mortes. Nunca esqueçamos àqueles que se foram em 2005: àqueles que sucumbiram à natureza, bem como aos que sucumbiram à crueldade humana, à incompreensão e à cobiça. Vamos lembrar especialmente dos nossos seres queridos, nossos amigos, nossos vizinhos. Eles também são nossos heróis e merecem nossos aplausos.

Há umas poucas noites atrás, um amigo comentou que ele sempre evitou discutir religião e política. Desafortunadamente, vivemos numa era em que a neutralidade não é necessariamente a melhor opção. Nosso tempo é turbulento e difícil, e nossos líderes amiúde não representam as idéias ou os desejos da maioria, escolhendo em seu lugar, seguir seus interesses pessoais e políticas mentalmente doentias que nos afetam a todos, sem lhes importar o nosso ponto de vista.

Não obstante, apesar do estremecimento corrente e das atribulações dos nossos líderes, uma coisa que devemos apreciar em 2005 é o fato de vivermos num país onde ainda podemos desfrutar de um grau de liberdade, auto-respeito e auto-dignidade; onde trabalhando duro podemos suprir as necessidades básicas e muitas vezes aceder a muito mais; onde a despeito da vontade de uns poucos, ainda podemos dar voz à nossa opinião e nos queixarmos quando em desacordo com as políticas do nosso governo. É importante que apreciemos estes direitos: e mais importante ainda é que os defendamos e asseguremos que nunca mudem.

Em resumo, tenho um pedido para este ano que espero não caia em ouvidos surdos; não importa quais sejam as suas crenças religiosas—tanto faz que sigam os ensinamentos de Jeová, Krishna, Alá, Obatalá, Jesus, Buda, Allan Kardec, do Dalai Lama, do Tao ou Confúcio—e mesmo aqueles que não possuem nenhuma crença: vamos hastear uma bandeira branca em nome da paz. Coloquem-na onde os demais possam vê-la: na entrada das suas casas, sobre os seus telhados, nas saídas de emergência ou no prato das antenas parabólicas. Vamos nos unir nesta ação e assim rogar ao Ser Supremo, à natureza ou à razão humana. Vamos pedir que a humanidade seja iluminada e adquira a razoabilidade; que compreendamos nossa posição no universo e o delicado equilíbrio da natureza—e a necessidade de manter esse equilíbrio.

Quando levantemos nossa bandeira, vamos todos refletir por um segundo sobre o 2005 e o futuro, o nosso e o dos nossos descendentes, e assim, pensarmos sobre o quê podemos fazer como indivíduos para assegurar que tenhamos um futuro e fazer desse futuro um lugar melhor para toda a humanidade. E se não fizermos nada mais com nossas próprias vidas, vamos, ao menos, garantir que deixemos aos que virão um lugar onde tenham a mesma oportunidade que nos foi dada por aqueles que nos precederam: a chance de viver.

Obá Oriaté Miguel W. Ramos, Ilarí Obá

Dado los muchos episodios dolorosos que atravesamos en el 2005, muchos de nosotros probablemente consideráremos al 2005 como uno de los años más difíciles y frustrantes de este nuevo milenio, el cual comenzó hace solamente cinco años. La humanidad ha sido azotada por numerosos fenómenos, naturales y creados por el hombre, que sin lugar a dudas han de tener serias repercusiones sobre el planeta entero, independientemente de nuestro estatus social, religioso, o ideología política—o a falta de esta. Aunque nosotros en Estados Unidos no sufrimos nada en comparación a Indonesia, Pakistán, y el Medio Oriente, nosotros también fuimos heridos profundamente, física y psicológicamente, debido al gran número de desastres que socavaron en lo más profundo de nuestros cimientos.

El 2005 probablemente será recordado como uno de los años más insoportables en la historia. El tsunami que azotó a Indonesia en diciembre del 2004, en el cual perecieron miles de personas, probablemente fue un espeluznante aviso de los peligros que le seguirían en el 2005. Sufrimos pérdidas ante terremotos, huracanes, tormentas de nieve, inundaciones, ataques suicidas y guerras. Nuestro hemisferio comenzó a agonizar casi desde el comienzo de la temporada ciclónica en junio 1. Sorprendentemente temprano en la temporada, un número inusual de huracanas comenzaron a crear estragos en el Caribe, ocasionando muertes en Cuba, Haití, Jamaica, Granada, México, América Central, y otras áreas.

Ya para el tercer mes de la temporada, tormentas desastrosas tocaban a las puertas de Estados Unidos. Ka trina, Rita, y Wilma ocasionaron m illones de dólares en daños y tomaron innumerable vidas—¡en los Estados Unidos, donde no se supone que ocurran estas cosas! Estas tormentas ocasionaron mucho más que daños materiales y pérdidas de vida. Muchos nos encontramos de frente con una triste realidad—nuestro gobierno—aquel en el cual confiamos tanto—no estaba debidamente preparado para lidiar con tanta devastación. Luego del ataque del 11 de septiembre, las guerras en Afganistán e Irak, y las numerosas vidas que aun estamos perdiendo en ese proceso, es natural que como ciudadanos llamemos a nuestro gobierno a rendir cuentas por su falta de preparación, especialmente en el caso del huracán Katrina, el cual de ninguna forma fue ¡un simple juego de golf! Luego de ver las muy vividas y ásperas escenas que emanaban del New Orleans Convention Center, la cara de angustia y desesperación de los damnificados, y la total destrucción ocasionada por el ciclón y la falta de preparación de las autoridades, es inevitable que nos preguntemos que hubiese sucedido si en vez de un ciclón hubiera sido un ataque terrorista. Desafortunadamente, en medio del juego de “buscando al culpable”, muchos encogieron los hombros y se lavaron las manos, justificando que sólo había sido un acto “de la naturaleza”. ¿O habrá sido algo más?

A expensas de sonar extremadamente pesimista, con la llegada del 2006 tenemos que considerar la dirección que nosotros los seres humanos estamos tomando. Quizás desde el comienzo de la Revolución Industrial, los seres humanos hemos ocasionado un gran desequilibrio a nuestro universo debido a nuestros avances tecnológicos y nuestro supuesto progreso. Hay muy poca duda de que nos hemos convertido en el mayor y más dañino estorbo de nuestro planeta. Las amenazas del calentamiento del planeta y cambios climatológicos masivos ya no son una remota posibilidad: quizás ya estemos comenzando a sentir sus efectos. Huracanes, tornados, tormentas invernales, terremotos, inundaciones inesperadas, tsunamis, epidemias cómo el VIH, y pandémicos cómo la fiebre aviaria parecen ser realidades más amenazadoras que los ataques suicidas, los terroristas, o las armas nucleares. Obviamente, no queremos minimizar la seria amenaza que estos representan a nuestra sociedad y nuestra forma de vida, pero tampoco podemos darnos el lujo de enfocarnos ingenuamente en estas amenazas humanas y despedir o ignorar la ira de la naturaleza en esperas de que la ciencia lo resuelva.

Basado en el imponente número de fenómenos naturales que continuamos viendo, unido al alto incremento de mutaciones bacteriológicas y virales, muchos no podemos evitar pensar que el planeta está en camino hacía un cambio masivo y drástico. Lo que más inquietud ocasiona es que se dificulta establecer la posición que tomaremos en dicho cambio, especialmente cuando consideramos la tendencia del planeta de eliminar lo que más le estorba o daño le ocasiona. ¿Quizás tenga validez preguntar si estamos en camino a ser los próximos dinosaurios? No podemos darnos el lujo de ser tan arrogantes cómo para creer que podemos seguir jugando con la naturaleza sin sufrir repercusiones. La naturaleza nos ha comprobado repetidamente que aunque ella sea lenta al actuar, su ira es inevitable. No la debemos subestimar.

No obstante, también tenemos que reconocer y agradecer las muchas cosas que hemos logrado en el 2005. Sin lugar a dudas, todos tenemos memorias del 2005 que valoraremos por siempre. Cómo en otros años, en el 2005 reímos y lloramos. Celebramos la vida y sufrimos y soportamos las pérdidas. De hecho, no hay duda que nuestra celebración y veneración de la vida es aquella misma fuerza que nos permite tolerar los azotes del dolor, la pérdida, la desolación y la muerte. No importa cuan amenazadoras sean las nubes más oscuras; no importa cuanto haya soplado o girado el viento y a pesar del estruendo del océano y del temblar de la tierra, salimos a flote en el 2005 y continuamos hacia adelante.

Además, como pueblo, nos unimos y contribuimos para ayudar a aquellos que se encontraban atravesando momentos difíciles y desesperantes. La donaciones de las estrellas de Hollywood fueron espléndidas, pero en mi opinión, los regalos más apreciados vinieron del mismo pueblo; de la gente común, aquellos que tienen que sudar diariamente para ganar sus bien merecidos salarios. Los campeones mas admirables del 2005 fueron las personas normales, la gran y silente mayoría cuyo nombre no se ve iluminado en la gran pantalla de Hollywood y quienes nunca recibirán un premio Oscar ni Nóbel. Los verdaderos héroes del 2005 son aquellas personas quienes sacaron de su bolsillo y dieron sin recriminar; la cantidad no importa; aquellos que donaron su esfuerzo y contribuyeron con su tiempo—nuestro más valioso y a la ves escaso recurso—para ayudar a aquellos que atravesaban una vicisitud. No hay duda que estas personas iluminaron los tristes y oscuros días que enfrentamos en el 2005 confortando y asistiendo a los menos afortunados.

Sea cual sea nuestra afiliación religiosa—o falta de esta—debemos siempre agradecer nuestro mayor regalo: la vida. Muchos no fueron tan afortunados. Por razones obvias, tal parece que en el 2005 hubo un número considerable de pérdida de vida. No debemos olvidar a esas personas que fallecieron en el: aquellos que sucumbieron ante la naturaleza al igual que aquellos que sucumbieron ante la crueldad humana, la incomprensión y la avaricia. Especialmente debemos recordar a nuestros seres queridos, nuestros amigos, nuestros vecinos. Ellos también son nuestros héroes y merecen nuestros elogios.

Hace unas noches, un amigo comentaba que siempre buscaba la manera de evitar las discusiones sobre religión y política. Desafortunadamente, vivimos en una era en la cual la neutralidad no es necesariamente la mejor opción. Nuestros tiempos son turbios y difíciles, y nuestros dirigentes muchas veces no representan las ideas o deseos de la mayoría, prefiriendo proceder con agendas políticas personales, egoístas y mal-razonadas las cuales nos afectan a todos, independientemente de nuestra ideología. No obstante, a pesar de nuestros agravios y la miopía y escasez de nuestros líderes, una cosa que aun tenemos que apreciar en el 2005 es el hecho de vivir en un país en el cual aún podemos gozar de cierto nivel de libertad, respeto propio, y dignidad; donde con trabajo y esmero tenemos acceso a las necesidades básicas, y a veces hasta más; donde a pesar de la voluntad de unos cuantos aun podemos expresar nuestra opinión y quejarnos cuando estamos en desacuerdo con la política de nuestro gobierno. Es importante que valoremos estos derechos; es más importante aún que los defendamos y aseguremos que esto nunca cambie.

Al cerrar, hago un pedido el cual espero que no se lo lleve el viento: no importa cual sea sus creencia religiosa—ya sea que practique las enseñanzas de Yahweh, Krishna, Allah, Obatalá, Jesús, Buda, Allan Kardec, el Dalai Lama, Tao, o Confucio—y hasta aquellos que carecen de creencia religiosa; icemos todos una bandera blanca en nombre de la paz. Pónganla donde otros la puedan ver: en nuestras entradas, nuestros techos, nuestros escapes de fuego o nuestros satélites de televisión. Unámonos todos en este acto, y de tal forma, roguemos al Ser Supremo, a la naturaleza o a la razón humana. Pidamos que la humanidad se ilumine y adquiera razonamiento; que entendamos nuestro lugar en el universo y el balance tan delicado de la naturaleza—y la necesidad de mantener dicho equilibrio.

Cuando icemos nuestra bandera, todos tomemos un segundo para reflejar sobre el 2005 y reflexionar sobre nuestro futuro, el nuestro y el de nuestros descendientes, y de tal manera pensemos que podemos hacer nosotros individualmente para asegurar que tengamos un futuro y hacer que este futuro sea un lugar mejor para toda la humanidad. Si no hacemos nada más en nuestra existencia, por lo menos asegurémonos de dejar un sitio donde aquellos que nos sigan tengan la misma oportunidad que nos dieron a nosotros aquellos que nos precedieron: la oportunidad de vivir.

Obá Oriaté Miguel W. Ramos, Ilarí Obá

Given the many painful episodes that we faced in 2005, many of us will probably look back to this year as one of the most difficult and frustrating years of this new millennium, one that began scarcely five years ago. Humanity has been rocked by numerous phenomena, natural and man made, that cannot but have repercussions on the entire planet, regardless of our social, religious, or political ideologies—or lack thereof. Though we in the United States did not suffer anywhere near as much as the people in Indonesia, Pakistan, and the Middle East, we, too, were hurt profoundly, physically and psychologically, by the number of disasters that struck at our very foundations.

2005 will probably go down on record for being one of the most disturbing years ever. The tsunami that struck Indonesia in December 2004, killing thousands of people, was probably an eerie warning of the perils that would follow in 2005. We suffered losses to earthquakes, hurricanes, northeasters, floods, suicide attacks, and wars. Our side of the world began to agonize when hurricane season began on June 1. Surprisingly early in the season, an unusual number of hurricanes began causing havoc in the Caribbean, killing people in Cuba, Haiti, Jamaica, Granada, México, Central America, and other areas.

By the third month of the season, disastrous storms were knocking at the door of the United States. Katrina, Rita, and Wilma caused millions of dollars in damages and took innumerable lives—in the United States, where these things are not supposed to happen! These storms did more than cause property damage and loss of life, though: many of us were brought to the stark realization that our own government—the one we trust in so dearly—was not properly prepared to deal with such devastation. After the September 11 attacks, the wars in Afghanistan and Iraq, and the countless lives that we continue to lose in that process, it is only natural that we question the government’s lack of preparedness, especially in the light of its response to Hurricane Katrina, which was by no means a game of golf! After seeing the very vivid and harsh scenes that came out of the New Orleans Convention Center, the look of anguish and despair on the peoples’ faces, and the utter destruction caused by the hurricane and the authorities’ lack of planning, one is left to wonder what would have happened if this had been a terrorist attack. Unfortunately, in the middle of the blame game, some shrugged it off, saying that “it was only nature.” Or was it?

At the risk of sounding overly pessimistic, with the arrival of 2006 we need to ponder on the direction that we as human beings are taking. Probably starting around the era of the Industrial Revolution, human beings have occasioned a considerable imbalance in our universe owing to our technological advancement and so-called progress. There is little doubt that we have become the planet’s major stressor. The threat of global warming and massive climactic change no longer seems to be a remote possibility: we may be starting to notice its effects. Hurricanes, tornadoes, northeasters, earthquakes, sudden floods, tsunamis, epidemics such as HIV, and pandemics such as bird flu seem to be more menacing realities than suicide bombers, terrorists, or nuclear weapons. Obviously, we should not minimize the threat that these represent to our society and our way of life, but we cannot afford to naively focus exclusively on these human menaces and dismiss or ignore nature’s wrath in the hope that science will resolve it.

Based on the overwhelming number of natural phenomena we continue to see, coupled with the high incidence in bacteriological and viral mutations, many cannot help but feel that the entire planet is on a course for some sort of massive change. The scariest thought is that our position in that change is hard to establish, especially given the planet’s history of eliminating its stressors. Will we be the next dinosaurs? We should not be so arrogant as to think that we can continue to play with nature and not suffer any repercussions. Nature has proven repeatedly that though she may be slow to act, her wrath is inevitable. We should never underestimate her.

On the bright side, though, we must be thankful for the many things that we have accomplished in 2005. Undoubtedly, all of us have memories from this year that we shall always cherish. As in other years, in 2005 we laughed and cried. We celebrated life and we suffered and withstood loss. In fact, our celebration and veneration of life and all its precious worth is no doubt the force that allowed us to tolerate the assault of pain, loss, desolation, and death. No matter how dark the clouds; no matter how much the wind blew or gyrated, and despite the ocean’s roaring and the earth’s shaking, we came through in 2005 and continue onward.

In addition, we came together as a people and contributed to helping those that were in desperate need. Donations from Hollywood’s celebrities were bountiful, but as far as I am concerned, the most appreciated gifts came from the common everyday people, from those who have to sweat daily to earn their well-deserved salaries. The more remarkable champions of 2005 were the normal people, the great and silent majority that does not have its name up on the big screen and will never receive an Oscar or a Nobel Peace Prize. The true heroes of 2005 are those people who took out of their pockets and gave willingly, regardless of the amount; those who gave their effort and contributed their time—our most valuable and scarcest resource—to aid those who were in despair. These people no doubt brightened the difficult and gloomy days that we faced in 2005 by comforting and assisting those who were less fortunate.

Regardless of our religious affiliation—or lack thereof—we must appreciate our greatest gift: life. Many were not as fortunate. For obvious reasons, it just seems that in 2005 there were quite a few deaths. Let us never forget those who passed in 2005: those who succumbed to nature as well as those who succumbed to human cruelty, incomprehension, and greed. Let us especially remember our loved ones, our friends, our neighbors. They, too, are our heroes and deserve our praise.

A few nights ago, a friend commented that he always avoided discussing religion and politics. Unfortunately, we live in an era where neutrality is not necessarily the best option. Our times are turbulent and difficult, and our leaders often do not represent the ideas or wishes of the majority, instead choosing to follow personal, selfish, and ill-thought policies that affect us all, no matter what our views may be. Nonetheless, in spite of its current turmoil and our leaders’ shortcomings, one thing we need to appreciate in 2005 is the fact that we live in a country where we can still enjoy a degree of freedom, self-respect, and self-dignity; where with hard work we can access the basic necessities, and often much more; where despite of the will of a few, we can still voice our opinion and complain when we disagree with our government’s policies. It is important that we appreciate these rights; it is even more important that we defend them and ensure that these never change.

In closing, I have one request this year that I hope does not fall on deaf ears: no matter what your religious beliefs—whether you follow the teachings of Yahweh, Krishna, Allah, Obatalá, Jesus, Buddha, Allan Kardec, the Dalai Lama, Tao, or Confucius—and even those who have no belief at all; let us all raise a white flag in the name of peace. Place it where others can see it: in our doorways, on our roofs, on fire-escapes or television satellite dishes. Let us all unite in this action and by so doing pray to the Supreme Being, to nature, or to human reasoning. Let us request that humanity be illuminated and acquire reason; that we understand our place in the universe and the delicate balance of nature—and the need to maintain that balance.

When we raise our flag, let us all take a second to reflect on 2005 and to reflect on the future, ours and our descendants’, and in so doing think about what we as individuals can do to ensure that we have a future and make this future a better place for all humankind. If we do nothing else in our own lifetime, let us at least ensure that we leave a place where those who follow can have the same opportunity that was given to us by those who came before us: the chance to live.

Tomada de Olofín.com

http://www.olofin.com/index.php?mod=common&cmd=standard&sid=4

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Testigos : Ogunda Juani y Otura Juani

Ire Oma Elese Shangó

Oniche Amaila

Oniche ara: Ko

Oniche Egun: Ko

Oniche Ile: Un yen achilecun ile ayacua

Oniche eleda: Ko

Orumale Osha Obatala aldimu otan

Orumale: Oricha Si

Santo que gobierna : Obatalá

Santo que acompaña: Yemayá

Santo que defiende: Eleggua

Adimu : 16 bolas de ñame a Obatalá.

Marca el hijo de la suerte

Se busca la unión de la familia para una mejor vida y evitar así diferencias.

Nace el toque del tambor para resolver situaciones. Oduduwa este año marca presentarse al tambor y darle el tambor a los santos, ya que este se está distanciando por los mismos fraudes cometidos por religiosos y personas en general. Por eso la letra marca que hay que darle tambor a Shangó y los santos.

ERDIBRE ES EL HIJO DE LA SUERTE, O MEJOR DICHO, EL HIJO DEL DINERO. AL HIJO DE ERDIBRE HAY QUE HACERLE UNA MANO DE IFA, AUN DENTRO DE LA BARRIGA DE LA MADRE, PORQUE SI NO SE PIERDEN LOS DOS.

AQUI HABLAN SHANGO Y LAS SIETE POTENCIAS AFRICANAS.

SE COMETEN INJUSTICIAS. LA PERSONA ES INJUSTA.

MARCA: CONTAGIOS, FENOMENOS ESPIRITUALES.

ES LA ADORACION DEL BORDUN DE LA VIRUELA ENTRE LOS ARARA.

ESTE SIGNO HABLA DE VIOLENCIA Y DE DOS OBINI.

HABLA DE BAILES DE LUJOS EXAGERADOS.

CUIDARCE LA VISTA

SE BUSCA LA UNION DE LA FAMILIA Y LA COOPERACION DE TODOS PARA LOGRAR UNA VIDA MAS DESAHOGADA.

HAY QUE RECIBIR UN INSHE OZAIN.

HABLA DE SACRIFICIOS TANTO DE LA FAMILIA COMO POR LA SOCIEDAD Y LA FINAL LE PAGAN MAL.

HABLA DE ENFERMEDADES CUTANEAS. POSIBLEMENTE LEPRA.

HABLA DE PERSONAS EGOISTAS. DE DISCORDIAS EN GENERAL.

IFA DE VIGILANCIA E INVESTIGACION.

HABLA DE ENEMIGOS SOLAPADOS QUE NO DESCANSAN HASTA DESTRUIR A LA PERSONA.

HABLA DE PROBLEMAS DE JUSTICIA Y DE JUICIOS, DONDE LA PERSONA ES SEÑALADA POR OTRA.

HAY ABANDONO DEL SANTO O DE UN RESGUARDO DE PRENDA.

HABLA DE PERSONA RENCOROSA.

HABLA DE PERSONA QUE POR DISFRUTAR DE LOS PLACERES DE LA VIDA, ABANDONA SUS DEBERES.

PROHIBE MOJARSE CON AGUA DE LLUVIA.

IFA DE ROBOS, DE MALVERSACION, DE INFELICIDAD EN EL CUIDADO Y CUSTODIO DE LAS COSAS O BIENES A SU ABRIGO.

PERSONA QUE MANTIENE RELACIONES INTIMAS CON OTRAS QUE TIENEN COMPROMISO. CUIDADO PORQUE HAY QUIENES VIGILAN Y NO PARAN HASTA COGERLO IN FRAGANTI.

HABLA DE LUCHA ENTRE DELINCUENTES, DONDE UNOS ACUSAN A LOS OTROS HASTA VERLOS DESTRUIDOS.

HABLA DE PERSONA QUE ESTA DISFRUTANDO DE ALGO QUE NO AYUDO A CONSTRUIR NI SE SACRIFICO POR ESO.

HABLA DE TRAICIONES ENTRE COMPAÑEROS DE TRABAJO.

HABLA DE MUSICO QUE LE SACA UN SONIDO ESPECIAL AL INSTRU- MENTO QUE TIENE.

HABLA DE PERSONA QUE POR MALAS ARTES DOMINAN SU PENSA- MIENTO.

HABLA DE PERSONA QUE SE PUEDE AHOGAR EN EL MAR.

LA PERSONA ES ENVIDIADA HASTA POR SU PROPIA FAMILIA.

PERSONA QUE LUCHA EN LA VIDA POR LLEGAR A SER GRANDE.

PERSONA QUE SE ASUSTA, QUE VE EGUNS. CUIDADO UN SUSTO NO SEA SU MUERTE.

ESTE ODDUN INDICA QUE LA OBINI PRONTO TENDRA UN HIJO.

EL HIJO DEL ERDIBRE HAY QUE DARLE AWOFAKAN AUN DENTRO DEL VIENTRE DE SU PROGENITORA, PARA QUE NO SE PIERDAN AMBOS.

ERDIBRE ES EL HIJO DE LA SUERTE, ES EL HIJO DEL DINERO.

AQUI NO SE MATAN RATONES.

AQUI FUE LA TRAICION DE OZAIN A ORISHAOKO Y A YEMAYA.

AQUI SE PONE EL IYEFA CON EL NUMERO DE HILOS, SEGUN EL NUMERO DE HIJOS QUE TENGA LA PERSONA PARA QUE NO SE PIERDA NINGUNO DE ELLOS.

AQUI NACE EL QUE EL BABALAWO ESCRIBA LOS PATAKINES DE IFA PARA ESTUDIARSELOS EN LOS MOMENTOS PROPICIOS.

RESPETE A LOS SANTOS Y NO HABLE MAL DE ELLOS Y DE NADIE QUE LO PUEDEN MATAR.

TIENE QUE PASARLE LA MANO A SU IFA.

IYEFA DE ERDIBRE OZAINISTA: IYE DE TABLA DE PALMA Y AZUFRE.

HAY QUE DARLE TAMBOR A SHANGO PARA QUE GANE LA GUERRA.

EL DUEÑO DE ESTE IFA NO PUEDE SER EL TERCERO EN USAR UNA MISMA COSA NI PUEDE TENER MUJER QUE HAYA TENIDO 2 MARIDOS ANTERIORES.

EL DUEÑO DE ESTE IFA SUFRE DE PICAZON EN LOS PIES Y ENTRE LAS PIERNAS.

TIENE QUE VER SI LE PONE HIELO A OBATALA O FRIEGA LA CASA CON OMIERO.

EN LA CASA SE ESCUCHAN RUIDOS QUE PARECEN GRITOS.

HAGALE UNA COMIDA A LOS JIMAGUAS Y UNA PLAZA QUE TIENEN HAMBRE, PARA QUE LOS LIBERE DE UNA ENFERMEDAD, DE LAS COSAS MALAS Y LE DEN DINERO Y SALUD.

POR ESTE IFA SE HACE LABOR ESPIRITUAL DE FIESTAS A LOS EGGUN INVITANDO A 7 MEDIUMS QUE MONTEN CONGOS, CADA UNO CON UNA IGBA DE OTI Y UN ASHA. EN LA BOVEDA SE PONEN 7 VASOS CON AGUA FRESCA Y UN PRINCIPE NEGRO EN CADA UNO DE ELLOS. SE ECHA OPOLOPO AWADO POR TODO EL ILE. CUANDO SE TERMINA LA OBRA SE BARRE TODO DESDE EL FONDO HASTA LA PUERTA Y SE BOTA PARA LA CALLE.

EWE DEL SIGNO: JAGUEY, CEREZO Y RUDA.

Dice Ifá en lo político:
Que tienen que tener mucho cuidado alcaldes, gobernadores, concejales y demás personajes con la clase de negociaciones que hagan con otras personas o el exterior, porque se dice que lo que es bueno hoy mañana puede ser malo y viceversa. Habrá muchos cambios y sorpresas, incluso de corrupción dentro de la política. Lo querrán disimular haciendo grandes celebraciones en los mejores hoteles, agencias de festejo, salones, etc.

Aquí hay que unirse desde el punto de vista político para poder resolver ciertas situaciones.

Patakí del Odun

Habla de presentes o inminentes problemas. Hay que proporcionar el sacrificio necesario y vencerlo.

Se observa miedo temporal, menudos trabajos monetarios que pueden ser tratados.

Ifá profetizado por Orúnmilá cuenta que cuando ambos, dígase la muerte (Ikú) y la enfermedad (arún), trataban de visitar su casa, él fue avisado y preparó 2 sigadi amono con 300 euru (tipos de hierba) estirada para ellos . Además preparó una figura de madera: debían agarrarle sus manos y poner piezas de nuez de cola en su boca, entonces matar un macho cabrío (chivo) y derramar su sangre sobre ellos en la parte de atrás de la casa y enfrente.

Orúmila hizo el sacrificio y actuó de acuerdo a las instrucciones de Ifa. Iku vino por la puerta de enfrente de la casa y salió por siguidi. Por favor quítate, déjame dinero para pasar directo – siguidi no respondió – iku solo se fue por la parte de atrás y repitió la misma cosa. A Arum (la enfermedad) vino y dijo las mismas palabras -siguido no respondió. Así fue como Orúnmila hizo para prevenir la Iku y Arum para no entrar en su casa.

Ifa adivinó para Shangó cuando él fue rodeado por sus enemigos e Ifa le aseguró la victoria sobre ellos.

Signo: IROSO MEYI
Profecía: IRE ARIKU OYALE LESE ORUNMILA
Gobierna: OBATALÁ.
Acompaña: OSHÚN
Bandera: BLANCA Y AMARILLA DE FORMA TRIANGULAR.

EBO:
1 gallo, 2 palomas, una gallina muerta, ropa usada blanca, tierra de la casa, de la puerta, de las 4 esquinas, de un hueco, 6 estacas, basura de un camino, una trampa, una escalera, una piedra, material de construcción, un pedazo de carapacho de jicotea, 2 velas, 2 cocos secos, pescado y jutía ahumada, maíz tostado, aguardiente. Opolopo owo.

REFRANES DEL SIGNO.
Hay quien se saca un ojo por ver a otro ciego.
Nadie sabe lo que hay en el fondo del mar.
El que parió derecho, parió jorobado.

SÍNTESIS DEL SIGNO.
Representa la Tierra. Representa la caída total del Sol. Representa la Sepultura. El fondo del Mar. Lo desconocido. Es el Trueno, el Rayo, Hecatombes, Derrumbes, Vapor interno, la entraña de la tierra, las cosas rojas. Hablan las furnias del cementerio. Trampa, calumnias, tortura, suicidio, pérdida de la vista, lágrimas.

OBRAS DEL SIGNO.
Poner una bandera blanca con un sol rojo en el centro. Botar agua caliente para la calle y agua fría dentro de la casa con frecuencia. Efectuar baños lustrales con guacalote, botón de oro y reseda.

CARACTERÍSTICAS DEL SIGNO.
Es un signo difícil y necesita reflexión y organización en todos los sentidos.

RECOMENDACIONES.

Dice Ifá: Es necesario que periódicamente se le dé de comer a la tierra y así evitar dificultades y problemas.

Dice Ifá: Se recomienda a las familias y sobre todo a los jóvenes tener paciencia y conformidad para que no exista la falta de respeto y la separación familiar.

Dice Ifá: Anualmente se le recomienda a las familias religiosas que deben realizar los sacrificios adecuados pa ra mantener su integridad teniendo en cuenta las problemáticas del signo regente.

Dice Ifá: Es un signo donde tendrán que redoblarse los esfuerzos para alcanzar los objetivos que se persiguen.

Dice Ifá: Se recomienda tener mucho cuidado con la candela para evitar incendios, que darán pérdidas de recursos y valores.

Dice Ifá: Debe existir un respeto mutuo de la pareja para evitar situaciones violentas y abandono de la casa.

Dice Ifá: Hay que tomar medidas para evitar ser robado y asaltado ya que habrá un incremento de esos delitos.

Dice Ifá: Se recomienda a las altas jerarquías gubernamentales y de otra índole a que tomen las medidas necesarias para que no sean víctimas de atentados que pongan en peligro su integridad física.

Dice Ifá: Se presentarán dificultades financieras en sentido general, por lo que es necesario tener mucho cuidado en las firmas de convenios y negociaciones que se realicen y así evitar afectaciones importantes en l a economía.

Dice Ifá: Durante este año es necesario darle una atención esmerada a los ancestros y espíritus protectores.

Dice Ifá: Hacer especial énfasis en la atención periódica a Shangá, Olokun, Azowano y Elegbara.

Dice Ifá: Las mujeres que estén embarazadas se le recomienda que mantengan un control y atención médica periódica.

Dice Ifá: Que se producirán catástrofes atmosféricas tales como inundaciones, sequías, penetración profunda del mar, etc. Por lo que se recomienda estar alerta a toda la información del tema, además, debemos evitar el despilfarro del agua.

Dice Ifá: Es un signo de trampas, debemos tener cuidado no caer en ellas.

Dice Ifá: Que este signo marca suicidio.

Dice Ifá: Que las enfermedades propias de este signo son: la vista, mentales, sistema nervioso, trastorno del esqueleto e hipertensión arterial, se recomienda atención médica ante la aparición de uno de estos síntomas.

Dice Ifá: Que debemos ser perseverantes para así lograr nuestros objetivos.

Dice Ifá: Que debemos escuchar música, para relajarnos, alegrarnos y calmar nuestras mentes.
Para conocimiento general

El primero de diciembre del 2004, con la presencia de un número significativo de Babalawos cubanos y de otros países y los miembros del consejo Cubano de Sacerdotes Mayores de Ifá, se realizaron las ceremonias correspondientes a la Pre-apertura de la Letra del año 2005 en la Asociación Cultural Yoruba de Cuba.

Las recomendaciones de Orunmila fueron las siguientes:

Hacer sacrificios a las deidades Elegbara, Esu, Shango, Azowano, Orunmila y Olofin.

Así como a las 23 posiciones fundamentales. En todos los casos la respuesta de las deidades, fueron satisfactorias.

El día 30 de diciembre del 2004, se hicieron los sacrificios correspondientes a las deidades que se determinó en la pre-apertura.

REALIZADO SUS CEREMONIALES EN LA “ASOCIACIÓN CULTURAL YORUBA DE CUBA”.

Courtesy of Orishanet.com

Iroso Umbo

+
I I
I I
I O
I O

Iré Aikú L’owo Elegguá Oyale

Please note: Our ile follows the Letra from Cuba from the Organizing Commission of the Letter of the Year headed by Lazaro Cuesta. This letter does not replace it and is merely a more ‘local’ sign. This Letter of the Year also does not replace a Ossode that you have done to find out the Letter you personally start the year with.

Ebbo: Akuko, adie dundun meyi, a hot chile pepper and a knife. You should go to your Padrino Oluwo to have this done. Contact us for details.

Proverbs:
He who is born a head should not end up a tail
Sacrifice will be rewarded
Even though an early riser, he always picks the night
Don’t go in such a hurry so you can arrive

Iroso Umbo is where putting a hand of diloggun (shells for divining) to Elegguá was born. Here the Apetebi saves the Babalawo making an offering to Orunmila with 2 opened cocos, 2 plates and 2 candles.

This Ifá is where men abandon women. This is an Ifá of tests and an Ifá of theft. This is an Ifá of postponement. Iroso Umbo often marks public courts and false testimony.

Orunla says it is important to follow the advice of your wife. Her advice may save you from major problems this year.

You need to be careful with diabetes and poor blood circulation, as you could end up losing a limb. You should avoid grease and fat as much as possible as they can cause problems for you.
Take care of general weakness and diseases of the throat. Impotence can occur as well.

If you plan to get married this year you could run into opposition from your family. Try to avoid fights between brothers and /or sisters.

You should keep 5 little flasks of honey to Ochún at all times this year. If you have Ocha made put an ocuele to Ochún.

If you have debts to Elegguá, pay them. If you promised something to him or it has come up that he is supposed to receive something make sure it is done. In fact, it’s a very good idea to find out if Elegguá wants anything. You should put a ñame to him as well.

Avoid wearing black this year or use black tablecloths.

You should remain of high moral character, and show integrity and honesty in all that you do. Do not feel like you are completely self-sufficient and superior to the rest of the world. Avoid malicious gossip.

Chicago, Illinois
En la casa de Hector Rodríguez
Iroso Ofun Omo Ordun

Se saco la letra del Año, sacando el signo

+
10 11 10
11 11 11
11 11 01
01 10 11

Osa-Rete Ire Ariku Elese Orula

Oniche Si-Ko

Oniche A Eggun-Flores, Café, Oti, Omi, Cigarro

Santo que viene gobernando este año- Obatala

Lo acompaña gobernando- Yemaya

Los Santos Quieren

Obatala -8 peras

Yemaya-2 Sandias

Olokun-quien no tenga Olokun recibirlo

Aleyos

Limpiarlos con 8 palomas a Obatala, 8 torres de merengue

2 gallos a Yemaya, un chinchin de camarones

Para Santeros y Awos

Cuando come Obatala chiva, se invita Orula para unificación de ellos dos y para evitar problemas entra la familia y la familia religiosa

La Bandera

Rectangular, Blanca con el borde Azul

Rogacion de Cabezas

Con 2 Palomas Blancas o con Pescado

Ebbo de Signo en Tablero de Orula

El Ebbo de Osa-Rete

Limpiezas

Limpiar la casa con incensio y mirra

Consejos del Año

Cumplir todo lo que se prometa con las personas y el santo

Cuidar los matrimonios

Cuidarse de engaños y ofrecimientos que no se cumplan

Cumplir lo que uno ofrece

Cuidarse el estomago

No comer mucha carne, platano verde, ñame

Babalawos Testigos

Erasmo San Roman- Oshe Otura
Robert Barnslater- Ogunda Masa
Jose Herrera- Ojuani Shobe
Michael Rodríguez- Otura Aira
Orlando Rivera-Iroso Osa
Manuel Marnotes- Obe Juani
Narciso Garcia- Obe Wene
Ruben Rodríguez- Ogunda Yeku
Carlos San Roman Jr. – Baba Eyiobe
Emmanuel Herrera- Irete Shuka
Hector Rodríguez Jr.- Osa Melle
Angel Grimaldo – Osa Oshe
Saul Rodríguez- Osa di
Joe Jones Sr.- Oshe Nilobe
Anthony Rodríguez- Obetura
Victor Guzman- Obe Sa
Emilio Zavala- Osa Oshe
Francisco Rivera-Otrupo-Ordi
Victor Perez-Osa Iroso
Ruben Fernandez- Ogunda-Bede
Jorge Jones- Oshe Melli

Chicago, Illinois
In the house of Hector Rodriguez
Iroso Ofun Omo Ordun

The Sign of the Year is:

+
I0 II I0
II II II
II II 0I
0I I0 II

Osa-Rete Ire Ariku Elese Orula

Oniche Si-Ko

Oniche to Eggun- Flowers, Coffee, Oti, Honey, and a Cigar

Ruling for the year is: Obatala

Accompanying this year is: Yemaya

Offerings for The Orishas

Obatala-8 Pears

Yemaya-2 Watermelons

Olokun- Who ever doesn’t have it must receive it

Aleyos

Cleaning with 8 pigeons in Obatala, 8 towers of meringue

2 roosters to Yemaya, a “chinchin” of shrimp

For Santeros and Awos

When Obatala is fed a goat, you must invite Orula to eat also to unite them and to avoid problems in between personal family and religious family.

The Flag

Rectangular shape with white in the middle and a blue border

Head Rogations

2 white pigeons or with a fish

Sign of Ebbo from the Tablero of Orula

El Ebbo de Osa-Rete

Cleanings

Clean the house with incense and myrrh

Advice for the Year

Must keep all promises you make to people and the saints
Take care of your marriage
Be careful with betrayal or offerings that are not fulfilled
If you offer something to someone keep your word
Take care of your stomach
Don’t eat too much meat, green bananas, and name

Babalawos That were present

Erasmo San Roman- Oshe Otura
Robert Barnslater- Ogunda Masa
Jose Herrera- Ojuani Shobe
Michael Rodríguez- Otura Aira
Orlando Rivera-Iroso Osa
Manuel Marnotes- Obe Juani
Narciso Garcia- Obe Wene
Ruben Rodríguez- Ogunda Yeku
Carlos San Roman Jr. – Baba Eyiobe
Emmanuel Herrera- Irete Shuka
Hector Rodríguez Jr.- Osa Melle
Angel Grimaldo – Osa Oshe
Saul Rodríguez- Osa di
Joe Jones Sr.- Oshe Nilobe
Anthony Rodríguez- Obetura
Victor Guzman- Obe Sa
Emilio Zavala- Osa Oshe
Francisco Rivera-Otrupo-Ordi
Victor Perez-Osa Iroso
Ruben Fernandez- Ogunda-Bede
Jorge Jones- Oshe Melli

Odu de La Comisión Organizada para sacar la letra del Año
Cortesía del Dr. David Brown, Eguín Koladé
www.folkcuba.com

A los sacerdotes de Ifá, a los hermanos Oriates, Babaloshas, Iyaloshas e Iworos.
Pueblo religioso en general.

El pasado 31 de diciembre del 2004, se reunieron 864 Sacerdotes de Ifá en representación de la inmensa mayoría de las ramas o familias de Cuba. En la casa templo situada en Ave. 10 de Octubre # 1509 e/ Josefina y Gertrudis, Víbora, Municipio 10 de Octubre, Ciudad de La Habana, Cuba.

Esta ceremonia fue presidida por el sacerdote de Ifá Guillermo Diago “Ogbe Weñe” y sacó la letra el sacerdote mas pequeño.

Estas orientaciones son el resultado de un análisis minucioso de un grupo de sacerdotes de amplios conocimiento y de reconocido prestigio nacional e internacional.

Signo Regente: Ofun Otura (Ofun Topola)- Ofun Lame el Corojo.

Oración Profética: Ire Ariku lowo Shangó (Beneficio de salud o longevidad a manos del dador de aguas).

Divinidad Regente: Shango “A esta divinidad se le considera el dador de aguas durante las sequias”; es el Orisha del rayo, la justicia y la guerra, protector de los soldados. Se recibe para protegernos de una constante guerra contra nosotros. Castiga a los mentirosos, corruptos y a quienes han cometidos actos inmorales e irreverentes. Se le ofrecen sacrificios en tiempos de guerras y de grandes tormentas de rayos. Es oriundo de Oyó, ciudad sagrada de Nigeria.

Algunos de sus Oriki son: Obba Kó Só (El rey no se ahorcó), Olufina (Quien se perfora con candela). Su Ewe principal es el Okikan (Jobo). Los sacrificios que recibe son: Carnero Padre, Jicoteas, Gallos y Guineos. Sus tabúes son los frijoles blancos (Sese), Judías, y los animales hembras.

Sus ofrendas de comidas son: Plátanos (Oguedé), Harina de maíz cocinada (Amalá), Sopa de quimbombó (Ilá), Mamey ( Esogui Ara) y melón de agua (Bara).

Divinidad Acompañante: Oyá, Divinidad de las tormentas y de los suaves vientos. Identificada con el espíritu de los antepasados. Es la diosa del río Niger (Odó Oyá), el cual ha recibido su nombre por esta divinidad. Se supone que sea la primera esposa y favorita del Orisha Shango. La tradición nos dice que el río se formó originalmente por las copiosas lagrimas que ella derramó el día que murió su esposo.

Bandera del Año: Roja Totalmente.

Ebbo : Un pollo (para Elegua) manteca de corojo, manteca de cacao, manteca de puerco, un espinazo de pescado, ropa puesta, sal, y demás ingredientes (destino del ebbó la manigua).

La distribución de éste documento es gratuita y esta Comisión no es responsable de la venta que hacen personas ajenas, con ánimo de lucro.

Enfermedades de cuidado.

  • Enfermedades Contagiosas. Cuidado con la Lepra o enfermedades que presenten las mismas características sintomáticas
  • Enfermedades Neurológicas
  • Trastornos en la garganta y las cuerdas vocales
  • Marca impotencia en el hombre

SUGERENCIA ESPECIAL PARA LOS CIENTIFICOS E INVESTIGADORES

  • Estudiar los principios activos medicinales del Jobo y Ponasi

Acontecimientos de interés social.

  • Grandes epidemias que pudieran propagarse a una extensa área o Nación.
  • Modificaciones en el sector de la agricultura
  • Alteración de las relaciones interpersonales y tragedias entre vecinos
  • Rupturas de convenios entre países amigos por maquinaciones de un tercero
  • Intervenciones militares.

Recomendaciones

  1. Mejoramiento de los sistemas hidráulicos en general y en especial en los sectores urbanos
  2. Mejoramiento del sector agrícola
  3. Incrementar presas y embalses para garantizar el consumo de Agua
  4. Cuidado con los perros
  5. Darse baños con Hierbas del signo
  6. Sacrificios de 3 palomas a Oshosi
  7. Hacer limpieza con granos y demás ingredientes
  8. Cumplir los compromisos religiosos adquiridos
  9. Consolidar el matrimonio
  10. Signo de espionaje – Signo de sentencia.
  11. Realizar sacrificios para lograr propósitos
  12. Cuidado al dar albergue a personas ajenas
  13. Solo la fe y la oración salva

Refranes del Signo

  • Cabeza verde, cabeza hueca
  • Cuando hay cabeza el sombrero no se lleva en las manos
  • Saco vacío no se para
  • Inútil mostrar argollas de oro al que no tiene orejas
  • La lengua habla mas rápido que lo que la cabeza piensa

Mensaje Metafórico

  • El mentiroso tira el coco y no es propicio, el que rompe pactos tira el coco y es mal presagio, los de buen carácter tiran el coco, es sencillamente propicio.
  • El agricultor que arando su tierra pensó encontrar una botija y encontró un Eggun (fósil) que lo convirtió en prospero

Sacrificio Colectivo en Beneficio de la Comunidad

3 Carneros, 3 Azadones, 3 Machetes.

Nota: Se recomienda dirigirse a sus respectivos padrinos en busca de orientaciones individuales

Feliz y Próspero Año 2005 le desea la Comisión Organizadora de la Letra del año.

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